Em apenas 55 dias, Jundiaí já acumulou aproximadamente 970 milímetros de chuva — volume que representa 46,3% de tudo o que foi registrado ao longo de 2025, quando o total chegou a 2.087 milímetros.
Somente em janeiro foram contabilizados 491 milímetros. Já fevereiro, até a manhã desta quarta-feira (25), soma 478 milímetros, com possibilidade de aumento até o fechamento do mês.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, coronel Gimenez, a situação é considerada excepcional dentro da série histórica iniciada em 2012. “É um cenário muito atípico. Em menos de dois meses já temos quase metade da chuva de todo o ano passado. Há, inclusive, a possibilidade de fevereiro se tornar o mês mais chuvoso desde o início das medições”, explicou.
Na tarde desta terça-feira (24), o município também registrou uma das chuvas mais intensas do Estado em curto período: cerca de 67 milímetros em apenas três horas.
Drenagem danificada recebe reparos
Devido à força da chuva que atingiu a cidade, houve o rompimento de uma galeria de águas pluviais na Avenida Francisco Pereira de Castro, na altura do Jundiaí Shopping, provocando o deslocamento de terra para a via. Equipes da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SMISP) atuam desde a noite de ontem na limpeza da pista, desobstrução de bocas de lobo e retirada da lama.
“Estamos realizando a contenção emergencial no local, enquanto nossos engenheiros trabalham na solução definitiva. Paralelamente, diversas equipes seguem nas ruas executando serviços de limpeza e desobstrução para minimizar os impactos das chuvas”, destacou o secretário da SMISP, Jeferson Coimbra.



‘Operação contra Enchentes’: prevenção evitou ocorrências maiores
Mesmo com os rios Jundiaí, Jundiaí-Mirim e Guapeva com níveis elevados, influenciados também pelas chuvas nas cidades vizinhas, o número de ocorrências no município é considerado baixo pela Defesa Civil. De acordo com o órgão, os trabalhos preventivos realizados pela Prefeitura desde o início do ano passado, por meio do programa “Operação contra Enchentes”, têm sido fundamentais para evitar danos mais severos.
A força-tarefa reúne as secretarias de Infraestrutura e Serviços Públicos (SMISP), Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Mobilidade e Transporte (SMMT), Casa Civil, por meio da Defesa Civil, Segurança Pública (SMSP), por meio da Guarda Municipal, além do Corpo de Bombeiros.
Entre os serviços executados estão:
- Vistorias permanentes em áreas com histórico de alagamentos.
- Limpeza de mais de 7.500 bocas de lobo;
- Mais de 4 mil desobstruções com hidrojateamento;
- Mais de 45 quilômetros de desassoreamento de rios e córregos;
- Roçagem, raspagem e ações de limpeza urbana;
- Poda e remoção de árvores que comprometiam a drenagem;
“Se essas intervenções não tivessem sido realizadas, a situação poderia ser muito mais grave. A prevenção fez diferença direta no baixo número de ocorrências”, destacou Gimenez.




Em caso de emergência, o telefone da Defesa Civil é o 199 e o do Corpo de Bombeiros o 193.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafo PMJ
